Eficiência agronômica de nanopartículas de zinco no crescimento de plantas de grão-de-bico (Cicer arietinum L.)

Autores

  • Rafaela Romualdo Alves ifg@ifg.edu.br
  • Edmar Mota Machado ifg@ifg.edu.br
  • Jordana Batista da Silva ifg@ifg.edu.br
  • Joaquim José Frazão ifg@ifg.edu.br

Palavras-chave:

biofortificação, micronutrientes, sulfato de zinco, nanopartículas

Resumo

O grão-de-bico (Cicer arietinum L.) é uma leguminosa de reconhecida importância nutricional e socioeconômica, destacando-se pelo elevado teor de proteínas, carboidratos, fibras e minerais. Apesar do cultivo ainda ser recente no Brasil, sua área tem se expandido devido à demanda crescente no mercado interno e externo, configurando-se como uma alternativa promissora para diversificação do agronegócio nacional. Nesse contexto, o zinco (Zn) é um elemento essencial para o desenvolvimento vegetal e para a saúde humana, mas sua deficiência é recorrente e resulta em problemas metabólicos, imunológicos e cognitivos, caracterizando a chamada “fome oculta”. A biofortificação agronômica com Zn surge como uma estratégia viável para enriquecer os alimentos antes da colheita, aumentando o teor nutricional da dieta de forma sustentável. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência agronômica de nanopartículas de Zn (Nano Zn) no crescimento de plantas de grãode-bico, comparando-as com a fonte tradicional sulfato de zinco (ZnSO₄). O experimento foi conduzido em casa de vegetação no IFG – Câmpus Cidade de Goiás, em delineamento inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2×5, com quatro repetições, sendo testadas duas fontes de Zn (Nano Zn e ZnSO₄) e cinco doses (0, 10, 20, 30 e 40 mg/planta). Foram avaliados produção de biomassa (parte aérea e raízes), número de folhas, altura de plantas e acúmulo de Zn na planta. Os resultados demonstraram que a adubação com Zn promoveu incremento significativo no desenvolvimento das plantas, especialmente na produção de matéria seca e absorção do nutriente. A fonte nanoparticulada apresentou desempenho superior ao ZnSO₄ em praticamente todas as variáveis analisadas, destacando-se pela maior eficiência fisiológica, disponibilidade do micronutriente e absorção pelas plantas. Além disso, observou-se resposta positiva das plantas ao aumento das doses aplicadas, com destaque para concentrações intermediárias e altas. Conclui-se que o uso de nanopartículas de zinco constitui estratégia eficiente para promover o crescimento e a biofortificação agronômica do grão-de-bico, podendo contribuir para a mitigação da fome oculta e melhoria do valor nutricional da alimentação humana.

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Publicado

2026-02-13

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