DESAFIOS SOCIOECONÔMICOS, NA ALIMENTAÇÃO E NA SAÚDE MENTAL: A REALIDADE DOS ESTUDANTES DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO IFG FRENTE À INSEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL.

Autores

  • Elisa Freitas Rabelo Elisa1307fr@gmail.com
  • Maytê Barros Diamantino maytebarros261@gmail.com
  • Nicole Cardoso Dias nicolecardosodia@gmail.com
  • Jullyana Borges de Freitas jullyana.freitas@ifg.edu.br
  • Camilla Botega Aguiar Kogawa camilla.aguiar@ifg.edu.br

Palavras-chave:

Insegurança Alimentar e Nutricional, EJA, saúde mental, Desafios

Resumo

A insegurança alimentar e nutricional (IAN) afeta significativamente a qualidade de vida de indivíduos, especialmente em contextos marcados por desigualdades socioeconômicas. Estudantes da Educação Jovens e Adolescentes (EJA), em sua maioria em vulnerabilidade socioeconômica, lidam diariamente com rotinas sobrecarregadas, e tendem adotar hábitos alimentares com elevada ingestão de alimentos ultraprocessados. Objetivou-se identificar os desafios socioeconômicos, na alimentação e na saúde mental dos estudantes da EJA do Instituto Federal de Goiás (IFG). Trata-se de uma pesquisa descritiva, explicativa, quantitativa e de caráter transversal, com estudantes dos Câmpus Goiânia Oeste, Águas Lindas e Itumbiara que tinham acesso à internet. Foram excluídos aqueles que não estavam regularmente matriculados, o que não responderam, os que apresentaram respostas incompletas ou incorretas, e os que não assinaram o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE). O questionário foi respondido por 87 estudantes, sendo: 93,1% estudantes do Curso Técnico em Enfermagem; 65% com idades entre 40 e 56 anos; 67,8% responsável pela renda familiar, com renda mensal familiar de até 1 salário (59,8%), e a maioria com filhos (79,3%). Dos participantes, 85,1% já experimentaram mal-estar psicológico; 72,4% usavam medicação para dormir, humor e/ou ansiedade; 28,7% já se envolveram em comportamentos de risco; 42,5% destacaram o sentimento de sobrecarga frequente ou diária em relação às atividades do IFG. Hábitos alimentares irregulares foram destacados como: alimentar-se de grande quantidade de alimentos em pouco tempo (59,8%) e ficar sem se alimentar por um dia inteiro (55,2%); 58,6% comeram em excesso quando ansiosos e 47,1% recorreram à comida como forma de alívio emocional; 70,1% mudaram hábitos alimentares após o ingresso no IFG, sendo que 25% consumiam diariamente alimentos ultraprocessados como chocolates, balas e chicletes (60,9%) e refrigerantes (58,6%). Os resultados instigam a necessidade do reconhecimento das múltiplas vulnerabilidades que atravessam os estudantes da EJA e o desenvolvimento de estratégias intersetoriais que articulem saúde, assistência social, nutrição e educação, visando garantir não apenas o acesso, mas também as condições para o sucesso escolar e a melhoria da qualidade de vida desses sujeitos.

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Publicado

2026-02-13

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