IDENTIFICAR O PERFIL DE APTIDÃO FÍSICA RELACIONADO À SAÚDE (AFRS) DOS ADOLESCENTES DO INSTITUTO FEDERAL DE GOIÁS-CÂMPUS ANÁPOLIS
Palavras-chave:
Aptidão física, adolescentes, saúdeResumo
A aptidão física relacionada a saúde de adolescentes tem ganhado destaque devido ao aumento preocupante de comportamentos sedentários e problemas de saúde associados, como obesidade e doenças crônicas. Avaliar o perfil de aptidão física permite identificar precocemente possíveis déficits ou desequilíbrios, possibilitando intervenções preventivas e a implementação de programas específicos para melhorar a qualidade de vida. O objetivo deste estudo foi identificar o perfil de aptidão física relacionada à saúde (AFRS) de adolescentes do Instituto Federal de Goiás-Câmpus Anápolis. Trata-se de um estudo transversal analítico. A amostra foi composta por 101 adolescentes (ambos os sexos), com idades entre 15 e 17 anos, selecionados de forma representativa e aleatória. A massa e a estatura corporal foram mensuradas para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), e a relação cintura/estatura (RCE) foi avaliada a partir da circunferência da cintura e altura. A AFRS foi medida por meio da avaliação de flexibilidade, força/resistência muscular (FRM) e aptidão cardiorrespiratória (ApC). Para o IMC, FRM e a flexibilidade, utilizou-se o protocolo do Projeto Esporte Brasil (PROESP-BR). A ApC foi determinada pelo teste de caminhada de 6 minutos, com os resultados analisados pela equação de Iwama et al. (2009). A análise estatística verificou a normalidade dos dados com o teste de Shapiro-Wilk. Para a comparação entre os sexos, foi utilizado o teste t de Student independente para medidas independentes, seguido pelo teste post-hoc de Tukey. Para as classificações, aplicou-se o teste de Mann-Whitney utilizando o software SPSS 23.0, com um nível de significância de α=0.05. Os resultados do IMC revelaram que 65,9% dos meninos e 56,7% das meninas estavam na zona saudável, enquanto 14% dos meninos e 43,3% das meninas encontravam-se na zona de risco, sem diferença estatística significativa entre os sexos. Na RCE, a grande maioria dos adolescentes de ambos os sexos apresentou resultados saudáveis (85,4% dos meninos e 83,3% das meninas). A resistência muscular localizada mostrou-se nível crítico, com 97,6% dos meninos e 100% das meninas na zona de risco para à saúde. Na flexão de braço (força muscular), a maioria dos participantes apresentou uma classificação de aptidão ruim (43,9% dos meninos e 55% das meninas) ou abaixo da média (22% dos meninos e 25% das meninas). Similarmente, a flexibilidade foi majoritariamente classificada como fraca (68,3% dos meninos e 55% das meninas), apresentando uma diferença estatística entre os sexos (p=0,011). Na aptidão cardiorrespiratória, a distância média percorrida foi de 628,71 metros, com os homens apresentando um desempenho 87,59 metros superior em relação às mulheres (p=0,003). Conclui-se que, embora a maioria dos adolescentes demonstre índices de IMC e RCE saudáveis, a aptidão física geral da amostra revela um estado de risco para a saúde. Esses resultados reforçam a necessidade de intervenções urgentes, por meio de programas de atividades físicas que priorizem a melhoria da resistência muscular, força e flexibilidade nessa população.
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