IMPACTO DO CRESCIMENTO ECONÔMICO NAS EMISSÕES DE CO₂ E A TRANSIÇÃO PARA ENERGIAS RENOVÁVEIS NO BRASIL E EM GOIÁS (2000-2022)

Autores

  • Miguel Ângelo Pinheiro Fernandes ifg@ifg.edu.br
  • Kalinka Martins da Silva ifg@ifg.edu.br

Palavras-chave:

Crescimento econômico, Gases do Efeito Estufa, Produto Interno Bruto, Sustentabilidade, Energias renováveis

Resumo

O aumento da temperatura global, desencadeado por atividades humanas emissoras de gases de efeito estufa (GEE), constitui um dos maiores desafios do início do século XXI. A partir do Acordo de Paris (2015), os países estabeleceram metas para limitar o aquecimento global em até 2 °C até 2030, reforçando a necessidade de estudos nacionais e regionais, para verificar se os compromissos estão sendo cumpridos e a necessidade de “mudanças de rota”. Este trabalho tem como objetivo mensurar e analisar as emissões de GEE no Brasil entre 2000 e 2020, com destaque para o estado de Goiás, buscando compreender a relação entre crescimento econômico e aumento das emissões. Parte-se da hipótese de que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) contribui para a elevação das emissões, embora limitar o crescimento econômico não seja viável em um país em desenvolvimento. Assim, discute-se a importância de estratégias voltadas à inovação e ao investimento em tecnologias limpas como alternativa para conciliar crescimento econômico e sustentabilidade ambiental. A metodologia envolveu a análise de séries históricas do PIB e das emissões de GEE, considerando dados de bases nacionais e internacionais. Os resultados indicam que, embora o PIB brasileiro e goiano apresente trajetória ascendente no período analisado, as emissões não acompanharam a mesma tendência linear, revelando períodos de queda, especialmente após 2005, em decorrência de políticas de redução do desmatamento e de maior eficiência no uso de recursos. Em Goiás, as oscilações foram mais marcantes, mas igualmente independentes do crescimento econômico, sugerindo modernização do setor agropecuário e adoção de práticas mais sustentáveis. Conclui-se que as emissões brasileiras não estão relacionadas com o crescimento econômico, o que necessita de estudos futuros para dimensionar essa variável.  O estudo reforça a relevância de integrar crescimento econômico, inovação tecnológica e  sustentabilidade, contribuindo para a formulação de políticas regionais e nacionais voltadas à mitigação das mudanças climáticas.

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Publicado

2026-02-13

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