ANCESTRALIDADE TEXTUAL: O MEIO AMBIENTE A PARTIR DE PONTOS DE UMBANDA

Autores

  • Jamily Luiza Marques Lourenço ifg@ifg.edu.br
  • Lemuel da Cruz Gandara ifg@ifg.edu.br

Palavras-chave:

Umbanda, Pontos cantados, Textualidade, Educação ambiental, Ancestralidade

Resumo

Esta pesquisa de iniciação cientifica tem viés multifacetado ao trabalhar com textualidade oral em relação à educação, ao meio ambiente, à consciência do ser e ao senso crítico ecológico, considerando a Umbanda como centro irradiador de saberes ancestrais por ser uma religião brasileira que reflete essa interação. Surgida em 1908, a Umbanda é uma síntese cultural de influências africanas, indígenas, cristãs e kardecistas, com forte conexão com a natureza e práticas ecológicas. Os elementos naturais como ervas, água, fogo, terra e os orixás (divindades) ocupam papel central na religião, promovendo ensinamentos sobre preservação ambiental e integração com o ecossistema. Caracterizada como uma religião genuinamente brasileira, com identidade própria e distinta de outras religiões importadas, a Umbanda configura-se como aliada da educação ambiental. Por meio de práticas, cantos e rituais, busca sensibilizar para a conservação do meio ambiente, refletindo uma consciência ecológica tanto  individual quanto coletiva. A música, com seus pontos cantados, constitui uma ferramenta importante para transmitir essa conexão espiritual com a natureza, exaltando figuras como Oxóssi, Oxum, Iemanjá, Oyá e Oxalá, que representam a força dos elementos naturais. Além disso, a partir justamente desses pontos cantados, a pesquisa destaca o papel crucial dos saberes ancestrais na construção de uma consciência ambiental mais profunda, promovendo uma educação ambiental crítica voltada para a ecologia, por meio da oralidade e da tradição cultural. A interdependência entre ser humano e natureza é compreendida não apenas sob uma perspectiva espiritual, mas também como forma de resistência cultural. Em síntese, a Umbanda, ao dar continuidade à cultura de preservação e ao valorizar os elementos naturais em associação com os orixás, promove uma visão de equilíbrio entre o ser humano e o meio ambiente, utilizando a religiosidade e a sabedoria ancestral como ferramentas de preservação ecológica e de conscientização ambiental. Como referencial teórico, temos Prandi (1996) Lages (2003), Marca_o (2002) e Bakhtin (2003); por sua vez, como corpus de análise textual, temos os pontos: O Rei das Matas, Eu vi mamãe Oxum na cachoeira, Hino da Umbanda e Oxalá criou a Terra.

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Publicado

2026-02-13

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