COR TERRA: DESCOBRINDO CORES EM JATAÍ

Autores

  • Breno Fernandes da Silva ifg@ifg.edu.br
  • Talita Luiza Gomes de Freitas de Freitas ifg@ifg.edu.br
  • Luciana Bigolin Martini ifg@ifg.edu.br
  • Jaff Tayllor Lourenco Resende ifg@ifg.edu.br
  • Sonia Regina de Almeida Cabral ifg@ifg.edu.br
  • Leylane Franco Leal Barboza ifg@ifg.edu.br
  • Marina Augusta Malagoli de Almeida ifg@ifg.edu.br
  • Tallyta da Silva Curado ifg@ifg.edu.br
  • Isabel Rodrigues da Rocha ifg@ifg.edu.br

Palavras-chave:

Geotintas, pigmentos naturais, tinta solo

Resumo

O uso da terra como pigmento é uma técnica de registro artístico cultural, que remonta à arte rupestre, estando presente em todo o território brasileiro. Sítios arqueológicos no Brasil revelam uma riqueza estilística, grafismo elaborado e diversidade de cores, vermelho, amarelo, cinza, branco e preto proveniente de materiais naturais (como óxido de ferro e argilominerais) disponíveis nas regiões à época. Considerando a terra como resgate e registro do fazer ancestral, o pigmento de terra tem um grande potencial diante dos dilemas da sustentabilidade, sendo uma alternativa para se produzir tinta de baixo custo, de fácil fabricação e isenta de substâncias nocivas, tanto para a saúde pública quanto para o meio ambiente.
Diante disso, esta pesquisa investigou quais cores podem ser obtidas a partir dos solos de Jataí. Para isso, realizou-se um levantamento e mapeamento bibliográfico dos solos encontrados no território urbano de Jataí, coleta de amostras de solos na região em estudo e análise da qualidade e da variabilidade de pigmentação deste material, produzindo tintas ecológicas e de baixo custo, buscando-se catalogar os resultados dos pigmentos viáveis para tinta do território de Jataí (originariamente território Kayapó). Para esta pesquisa, a cor foi o critério principal e os mapas sugerem predominância de latossolo vermelho. Assim, esperava-se obter pigmentos avermelhados, mas a coleta direta permitiu verificar outras possíveis tonalidades, como o amarelo mostarda. A pesquisa de campo se iniciou no “quintal de casa”, evocando a ancestralidade que recorre ao território em busca da terra que habita para deste pó entender suas possibilidades. Assim, a amostra 01 foi coletada na unidade Riachuelo do câmpus Jataí do IFG, em setembro de 2024. Logo após a coleta, foi executado o método experimental de geotintas desta amostra. Após sua realização, foram identificados erros procedimentais, o que implicou em sua repetição, sendo necessário realizar o ajuste da forma de coleta e definição do roteiro para a coleta de campo. Segundo o mapa pedológico do Município de Jataí, foram definidos os sete pontos de coleta, levando em consideração a classificação das classes do solo existentes no perímetro urbano, e também a percepção visual – critério relevante, uma vez que a terra seria transformada em pigmento tendo como perspectiva a identificação de sete pigmentos/cores. Depois, em laboratório, as amostras foram secas, destorroadas, peneiradas na peneira de 2,0 mm e armazenadas. Para a produção das tintas, foi utilizada a fração mais fina do solo semelhante a um pó, e o poliacetato de vinila (PVAc), cola, como aglutinante, nas proporções de uma medida de cola, para duas de água e duas de pigmento (solo). Das sete amostras analisadas, foram catalogadas 13 cores/pigmentos. Com isso, foi possível identificar a possibilidade de geotintas no território catalogando 13 cores, sendo seis cores a mais do que a quantidade de pontos de coleta com poder tintorial, para além dos pontos indicados pela pedologia. Verificou-se que as tintas de terra são viáveis, o que gera possibilidades de outros questionamentos referentes ao uso desse material para arte, educação e revestimento na engenharia civil.

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Publicado

2026-02-13

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