GÊNERO COMO MARCADOR DE ESTÍMULO NO ENSINO DE HISTÓRIA: UMA INVESTIGAÇÃO NO ENSINO MÉDIO
Palavras-chave:
educação Histórica, ensino de História, gênero, educação profissionalResumo
Este trabalho de Iniciação Científica teve como objetivo investigar a percepção de estudantes do Ensino Médio sobre o ensino de História quando são incluídas trajetórias femininas e discutidas questões de gênero. A Educação Histórica, enquanto campo teórico e prático, pontua que o ensino de História não deve se limitar à narração de fatos passados, mas oferecer instrumentos para que os estudantes compreendam diferentes temporalidades, experiências humanas e múltiplas vozes. Essa concepção rompe com a ideia de uma História linear e única, marcada pela centralidade masculina e elitista, que por muito tempo predominou no espaço escolar. A metodologia adotada foi de caráter quantitativo-descritivo, buscando identificar percepções entre os estudantes acerca do ensino de História e da presença da temática de gênero em sala de aula. Para tanto, foi elaborado um questionário composto por 12 perguntas fechadas, nas quais os alunos deveriam marcar a alternativa que considerassem mais adequada. O questionário foi aplicado em turmas do segundo ano do ensino médio do Instituto Federal de Goiás – Campus Formosa. Os resultados indicam que os discentes possuem um conhecimento crítico consciente acerca da exclusão histórica das mulheres, manifestando demanda explícita por uma pedagogia mais inclusiva. Os dados também confirmaram uma lacuna formativa na experiência prévia dos estudantes. A dificuldade generalizada em recordar o estudo ou citar nomes de mulheres relevantes, associada ao desconhecimento massivo sobre sua atuação específica no evento, corrobora a tese de que a narrativa histórica tradicional opera por meio de invisibilização sistemática. Contudo, os estudantes demonstraram percepção dessa assimetria, identificando majoritariamente a sub-representação feminina e defendendo maior exploração do tema, com notável consenso entre homens e mulheres. Identificou-se que o gênero é fator importante na intensidade dessa percepção e em suas consequências. As mulheres percebem com maior contundência as diferenças na representação histórica, atribuem maior importância pessoal ao tema e relatam que seu engajamento aumentaria com a inclusão de figuras femininas.
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