UTILIZAÇÃO DE VIGAS PROTENDIDAS COMO SOLUÇÃO PARA GRANDES VÃOS: ESTUDO DE CASO EM RESIDÊNCIA DE ALTO PADRÃO

Autores

  • Thaynara Aparecida Alves de SOUZA ifg@ifg.edu.br
  • Mônica Maria Emerenciano Bueno ifg@ifg.edu.br

Palavras-chave:

Vigas protendidas, Grandes vãos, Residências de alto padrão

Resumo

Este estudo de caso analisou a aplicação de vigas protendidas pelo método de pós-tensão em uma residência de alto padrão na cidade de Jataí-GO, motivado pela crescente busca por soluções estruturais eficientes que permitam grandes vãos livres e maior liberdade arquitetônica. A justificativa da pesquisa surgiu a partir de um levantamento técnico em um condomínio fechado, que revelou que a tecnologia de protensão é utilizada em cerca de 35% das obras. Diante disso, o objetivo principal foi ampliar o conhecimento sobre o uso de vigas protendidas, oferecendo suporte técnico e prático para profissionais e estudantes ao fornecer referências reais sobre a aplicação da protensão em obras residenciais. O concreto protendido se destaca como uma alternativa viável ao concreto armado convencional, possibilitando seções mais esbeltas, controle de deformações e melhor aproveitamento de aços de alta resistência, conforme definido pela NBR 6118:2023. A metodologia seguiu uma abordagem descritiva e exploratória, focada no acompanhamento prático e na análise de duas vigas principais, a VT5 e a VT39, localizadas no pavimento térreo da edificação de 1.029 m2. O detalhamento estrutural das vigas demandou 48 e 30 cordoalhas do tipo CP 190 RB, com diâmetro de 12,7 mm, e comprimentos de 8,77 m e 15,49 m, respectivamente. O processo de desenvolvimento foi acompanhado desde a seleção do Fornecedor 1, escolhido pelo melhor custo-benefício em um orçamento de R$30.850,00 para o serviço, até a fase de execução. A etapa prática incluiu a montagem da armadura convencional, a passagem das cordoalhas engraxadas em bainhas plásticas (sistema não aderente) e a instalação das ancoragens ativas e passivas pré-blocadas. A concretagem utilizou concreto usinado com fck de 40 MPa. Os resultados do controle tecnológico validaram a execução, com os ensaios de compressão aos 28 dias superando a resistência mínima exigida (média registrada de 40,7 MPa), liberando o início da protensão. Durante a protensão, foi aplicada uma força de 15 tf por cordoalha, seguindo a sequência do centro para as extremidades. O monitoramento do alongamento efetivo das cordoalhas demonstrou conformidade com as especificações: para a VT5, a média
real obtida foi de 5,79 cm (teórico 5,52 cm e 5,07 cm) e para a VT39, foi de 10,07 cm e 9,18 cm (teórico 9,75 cm e 9,74 cm). Todos os valores obtidos atenderam à tolerância de ±10% da NBR 14931:2023. Em conclusão, o estudo comprovou que a tecnologia de pós-tensão é uma solução eficiente, segura e flexível, que permite vencer grandes vãos e atender às demandas da arquitetura contemporânea. O concreto protendido representa um avanço significativo para a engenharia civil, e este trabalho oferece um valioso material de apoio prático e teórico.

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Publicado

2026-02-13

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