A RELAÇÃO ENTRE O PERFIL ALIMENTAR E O DESEMPENHO ESCOLAR DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO DO INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO - CAMPUS FORMOSA

Autores

  • João Paulo Neres Da Silva ifg@ifg.edu.br
  • Camila Eliza Fernandes Pazzini ifg@ifg.edu.br
  • Thais Amaral Sousa ifg@ifg.edu.br

Palavras-chave:

Perfil alimentar, Desempenho escolar, Nutrição escolar

Resumo

A adolescência é uma fase crítica do ciclo de vida, caracterizada por intensas transformações físicas, hormonais e cognitivas, sendo os hábitos alimentares fundamentais para o desenvolvimento saudável e o desempenho acadêmico dos indivíduos. Estudos indicam que tanto a deficiência quanto o excesso de nutrientes podem comprometer funções cognitivas essenciais, como atenção, memória e aprendizagem, impactando diretamente o rendimento escolar. No contexto brasileiro, observa-se uma transição nutricional marcada pelo aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade, associada ao consumo crescente de alimentos ultraprocessados e dietas de baixo valor nutricional, ricas em açúcares, gorduras e sódio. O presente estudo teve como objetivo investigar a possível associação entre o perfil alimentar e o desempenho acadêmico de estudantes dos Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio do Instituto Federal de Goiás – Campus Formosa. A metodologia planejada incluiu avaliação antropométrica (peso, altura e índice de massa corporal) e aplicação de questionários estruturados sobre hábitos alimentares e desempenho escolar, aplicados via plataforma digital Google Forms. O estudo previa a participação de 180 estudantes, com obtenção de consentimento informado por meio de Termos de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e Termos de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE). No entanto, a execução prática apresentou limitações significativas, uma vez que menos de 20 estudantes participaram, e muitos não responderam aos questionários, impossibilitando a análise estatística robusta da relação entre perfil alimentar e desempenho acadêmico. Apesar disso, a revisão bibliográfica evidenciou fundamentos teóricos sólidos, demonstrando que desequilíbrios nutricionais, como baixo peso, ausência do café da manhã e consumo inadequado de alimentos ultraprocessados, estão associados a menor rendimento escolar. Estudos internacionais, como o conduzido por Seyoum (2019) na Etiópia Ocidental, corroboram a influência do estado nutricional sobre a aprendizagem, destacando também fatores contextuais, como escolaridade dos pais, que podem intensificar esses efeitos. Os resultados obtidos sugerem que a manutenção de um perfil alimentar equilibrado favorece o desenvolvimento cognitivo e o desempenho acadêmico, enquanto hábitos nutricionais inadequados constituem fatores de risco para baixo rendimento escolar. Além disso, os achados reforçam a importância de intervenções educacionais e nutricionais em ambientes escolares, especialmente em locais com acesso restrito a alimentos saudáveis, como o campus investigado. Em conclusão, embora a pesquisa não tenha fornecido comprovação empírica direta, a análise teórica evidencia a relevância do perfil alimentar no desempenho acadêmico. Estudos futuros devem priorizar amostras maiores, estratégias de engajamento dos estudantes e instrumentos detalhados de avaliação alimentar e cognitiva, com o objetivo de subsidiar políticas de promoção da saúde, educação nutricional e melhoria do rendimento acadêmico. 

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Publicado

2026-02-13

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