APRENDENDO A QUÍMICA DO SOLO POR MEIO DA HORTA NA ABORDAGEM CTSA
Palavras-chave:
Horta, Solo, CTSA, Química do solo, SustentabilidadeResumo
A abordagem CTSA conecta conceitos científicos a questões sociais e ambientais, visando a alfabetização científica e tecnológica dos cidadãos. Ela auxilia os estudantes a construir conhecimentos, habilidades e valores para tomar decisões responsáveis sobre ciência e tecnologia, tornando-os agentes ativos e críticos no processo de ensino-aprendizagem. Para o Ensino de Química, a CTSA busca evitar que o aprendizado seja mecânico e desconectado da realidade social do aluno, enfatizando a contextualização e a interdisciplinaridade dos conhecimentos sobre solos com outras áreas como biologia, geologia e física. A horta, nesse contexto, mostrou-se uma estratégia eficiente para promover a educação ambiental, a autonomia alimentar e o desenvolvimento de habilidades práticas. A metodologia do estudo foi aplicada e exploratória, baseada em um levantamento bibliográfico inicial. A horta foi implantada em um espaço aberto, utilizando técnicas de baixo impacto ambiental. As etapas incluíram o preparo físico do solo por meio de aração e encanteiramento, a adição de calcário para correção da acidez, e a aplicação de torta de algodão como adubo orgânico. Foi dada prioridade ao manejo sustentável, com a completa ausência de agrotóxicos. O estudo prático envolveu o plantio de diversas culturas, como pimenta, tomate, jiló, quiabo, pimentão, milho e melancia. Integradas ao cultivo, foram realizadas discussões guiadas sobre a Química do Solo e temas correlatos. Os resultados e discussões enfatizaram a relação entre teoria e prática. Por exemplo, discutiu-se a correção do solo com calcário, que neutraliza a acidez, otimiza a absorção de macronutrientes (N, P, K, Ca, Mg, S) e micronutrientes, e reduz a toxicidade de íons como Al³⁺ e Mn²⁺. O estudo também abordou o manejo da água, o ciclo dos nutrientes (como a baixa mobilidade do fósforo), e o papel dos adubos orgânicos (como a torta de algodão), que liberam nutrientes gradualmente, promovem a formação de complexos húmicos e aumentam a biodisponibilidade de micronutrientes, preservando o solo e reduzindo impactos ambientais. Outro ponto crucial foi a discussão sobre a horta sustentável (caracterizada pela preservação da biodiversidade e ausência de agrotóxicos) e a distinção entre alimentos orgânicos e convencionais. A prática permitiu uma reflexão crítica sobre os impactos do uso de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos, que podem levar à bioacumulação e à contaminação de aquíferos. Em conclusão, a horta sustentável demonstrou ser uma ferramenta pedagógica eficaz para o aprendizado da fertilidade e nutrição vegetal, promovendo a formação crítica dos estudantes. A experiência ampliou a percepção dos alunos sobre a integração entre ciência e cotidiano, fortalecendo a consciência ambiental e o exercício da cidadania.
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