ENTRE CAMINHOS NA ENGENHARIA, ARQUEOLOGIA E PRESERVAÇÃO PATRIMONIAL: MODELAGEM DE PASSARELAS PARA O SÍTIO ARQUEOLÓGICO DO BISNAU - FORMOSA-GO
Palavras-chave:
Preservação do Patrimônio Cultural, Engenharia Civil, Passarela, Turismo, Sítio Arqueológico do Bisnau - Formosa-GOResumo
O resumo aqui apresentado relata a pesquisa que desenvolveu modelos de passarelas pensadas para diminuir os impactos da visitação ao Sítio Arqueológico do Bisnau, localizado a 55 km da cidade de Formosa (Goiás). O Bisnau é um sítio arqueológico
constituído por centenas de petróglifos em baixo relevo, com datações que indicam uma antiguidade de até 7.000 anos. Estão localizados sobre um lajedo a céu aberto que abrange uma área de 3.500m², situada em meio a uma propriedade rural particular que recebe constante visitação turística mediante cobrança de entrada. A pesquisa foi realizada com um caráter multidisciplinar e visou a contribuir para os debates sobre educação e preservação desse Patrimônio Material, localizado no município goiano. O Bisnau é considerado um importante Patrimônio Cultural Arqueológico, classificado como de “Alta relevância” pelos pioneiros estudos realizados nos anos de 1970, e posteriormente registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), com denominação técnica de GO-PA-001 em seus documentos, e que já naquela época apontava que sua integridade estava ameaçada. Além da ação do tempo e de intempéries climáticas, a presença constante de visitantes — turistas, escolas, sobretudo locais, e pesquisadores — que pisam sobre as imagens desenhadas, contribuindo para o aumento do desgaste desses registros arqueológicos milenares. Pesquisas recentes, realizadas pelo Instituto Federal de Goiás-Câmpus Formosa, mediram a profundidade dos sulcos das imagens rupestres e, após cotejar com medições realizadas em 1979 por pesquisadores da Universidade Federal de Goiás, constataram que há um acelerado desgaste das imagens nos últimos 40 anos. Visando a contribuir para os debates sobre preservação do sítio arqueológico e a chamar a atenção da sociedade para a questão, o estudo projetou, desde saberes da Engenharia Civil, da Topografia, da Arqueologia e da Preservação e Educação Patrimonial, passarelas (modelagem, imagens virtuais) para o local. Inicialmente, utilizamos um drone para realização de mapeamento aéreo, obtendo como produto um ortomosaico controlado e modelo digital de terreno. Desde este produto, foram projetadas três passarelas para a localidade. Nessas modelagens, foram considerados possíveis materiais e linhas de intervenções que possivelmente causem o menor impacto ao sítio, como uma estrutura metálica que sustente um caminho para a visualização dos petróglifos existentes no lajedo do Bisnau pelos visitantes, por meio de placas de vidro temperado, laminado e translúcido. Desde essa produção, buscamos provocar o debate sobre a preservação e educação patrimonial, indicando que é possível, assim como necessário, realizar intervenções que mitiguem a deterioração oriunda da visitação a esse importante vestígio americano de nosso passado.
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