A REPRESENTATIVIDADE DA MULHER ARTISTA VISUAL CONTEMPORÂNEA EM GOIÁS

Autores

  • Maria Clara de Sousa Ferreira ifg@ifg.edu.br
  • Monica Mitchell de Morais Braga ifg@ifg.edu.br

Palavras-chave:

mulheres, artistas, Goiás, arte conteporânea

Resumo

Como está a produção de mulheres artistas visuais no Estado de Goiás? Como a arte contemporânea é trabalhada por estas artistas? Na arte contemporânea, novos significados são atribuídos às imagens e mensagens visuais, não apenas às que têm relevância histórica, mas também às que encontramos em nossa vida diária. O/A artista contemporâneo busca reinterpretar a realidade, promovendo uma análise crítica tanto da arte em si quanto de sua própria identidade. O que aprendemos com as representações de mulheres nas artes visuais? Que efeitos produzem em nossos modos de ser e ver? Historicamente, a mulher foi retratada na arte como musa inspiradora, virgem, mãe ou objeto erótico, reafirmando papéis sociais que a confinavam à esfera da passividade. Como aponta Linda Nochlin (1988), a ausência de grandes mulheres artistas não se deve à falta de talento, mas às barreiras institucionais e culturais que lhes impediram o acesso à educação e ao reconhecimento. Essa exclusão perpetuou a invisibilidade feminina e consolidou estereótipos que se projetaram também fora do campo artístico, afetando a forma como a sociedade concebeu o feminino. Com o avanço dos movimentos feministas e o surgimento de críticas mais amplas às estruturas de poder, artistas mulheres passaram a ocupar novos espaços e a problematizar sua representação. Artistas
contemporâneas têm trazido à tona essas questões através de suas obras, produzindo rupturas no nosso modo de ver. Após um breve levantamento de artistas goianas através de sites, redes sociais e pesquisa bibliográfica, foram escolhidas 3 artistas. As obras de Òkun, Flávia Fabiana e Selma Parreira revelam a força e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres
em Goiás. Cada uma, a seu modo, transforma vivências pessoais e coletivas em expressões visuais potentes: Òkun resgata a espiritualidade e a ancestralidade afro-brasileira, Flávia explora materiais não convencionais como o cabelo para refletir sobre identidade e memória, enquanto Selma dá visibilidade às histórias de mulheres trabalhadoras e ao espaço-tempo da memória. Juntas, reafirmam a importância da representatividade feminina na arte e seu papel de resistência, questionamento e criação de novos sentidos.

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Publicado

2026-02-13

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