ARTISTAS VISUAIS NEGRES E SUAS REPRESENTAÇÕES LGBTQIAPN+ NO BRASIL CONTEMPORÂNEO
Palavras-chave:
artistas negres, arte contemporânea, LGBTQIAPN+Resumo
O coletivo (ré)a existência, fundado em julho de 2022 no IFG-Câmpus Inhumas, tem o objetivo de ser um espaço de acolhimento para todes, sobretudo para as pessoas LGBTQIA+ e que sofrem preconceitos. Adotamos como foco nessa pesquisa analisar movimentos artísticos e culturais idealizados e organizados por sujeitos coletivos Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais, Queer, Intersexo, Assexual e demais orientações sexuais e identidades de gênero (LGBTQIAPN+) como forma de garantir o direito fundamental e humano à sociedade. Como integrantes deste grupo e a partir das reflexões e discussões realizadas no Coletivo, esta pesquisa pretendeu refletir e analisar as representações de artistas negres visuais que atuam com essa temática. Essa investigação tentou entender o acrônimo LGBTQIAPN+. Isso significa reconhecer e aceitar que cada letra do acrônimo está ali, existe, e sua voz também existe: lésbica, gay, bi, trans/trav, queer, intersexo, assexual, pansexual, e não-binárie. Além disso, o símbolo + confirma e é uma declaração de que essas não são as únicas identidades não-alternativas às expectativas binárias de gênero e sexualidade. A arte negra contemporânea não se configura apenas enquanto produção estética, mas enquanto prática de confronto, ao ocupar a cidade, ao pôr o corpo em movimento e ao criar espaços independentes sob a lógica hegemônica, como Diáspora Galeria e o Projeto Afro. No caso de artistas negros e LGBTQIA+, a intersecção das pautas raciais e de gênero se dá produzindo novas camadas de resistência. Foram analisados os trabalhos de 4 artistas. Conforme as análises realizadas ao longo deste trabalho, a arte contemporânea produzida por artistas negres LGBTQIAPN+ no Brasil contemporâneo cumpre um papel fundamental na construção de narrativas da resistência, identidade e afirmação. De um lado, essas produções confrontam o racismo estrutural e a heteronormatividade compulsória; por outro, inventam novos horizontes estéticos e políticos, que podem reconfigurar memórias e projetar futuros possíveis. Verificou-se, ainda, que a visibilidade dessas expressões artísticas contribui para uma melhor compreensão da diversidade social e cultural e para reafirmar o direito de existir plenamente em um contexto que ainda reproduz exclusões. Dessa forma, a arte revela-se muito mais do que um fenômeno estético, é igualmente
uma forma de ferramenta de transformação que permite promover a reflexão crítica e intervir para uma sociedade mais plural, democrática e inclusiva.
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