INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E FORMAÇÃO DOCENTE: RELAÇÕES NO TRABALHO PEDAGÓGICO-DIDÁTICO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA
Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Educação Básica e Superior, Teoria Crítica da Tecnologia, Trabalho pedagógico-didático, EPTResumo
A presente pesquisa, aborda a Inteligência Artificial (IA) e a formação de professores, bem como suas contribuições para o trabalho pedagógico-didático na Educação Profissional e Tecnológica (EPT), observando as conjecturas econômicas, sociais e políticas da sociedade contemporânea. O objetivo foi desenvolver um Estado do Conhecimento sobre a utilização da IA na formação docente, explorando as abordagens teóricas constituídas em pesquisas realizadas nos contextos da Educação Básica e do Ensino Superior. Apresenta o seguinte problema de pesquisa: como a IA está sendo incorporada nos estudos sobre formação docente nos níveis da Educação Básica e do Ensino Superior e quais abordagens teóricas têm sido utilizadas para fundamentar sua aplicação no trabalho pedagógico-didático na EPT?
Metodologicamente, tratou-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa e qualitativa, com revisão sistemática de literatura realizada nas bases de dados Scielo, Scielo Preprints, Google Scholar, Portal de Periódicos CAPES, Litmaps IA, Programa de Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica (ProfEPT), Repositório IF Goiano e na Base de Dados, Teses e Dissertações (BDTD) no período de janeiro de 2019 a janeiro de 2025. Foram selecionados 29 artigos científicos, 3 dissertações e 1 tese, totalizando 33 trabalhos relacionados ao tema Inteligência Artificial e formação docente no contexto da EPT. São trabalhos que abrangem o Brasil e países da América do Sul, como Argentina, Peru, Colômbia, Equador e Venezuela, além do México nos idiomas português, espanhol e inglês.
Os resultados permitiram mapear tendências e lacunas no uso da IA na formação docente. A apropriação da IA pelos professores, tanto no Brasil quanto na América Latina, caracterizou se como incipiente e marcada pela falta de formação crítica. Identificou-se uma lacuna teórica significativa, com poucos estudos conectando a IA a fundamentos pedagógicos clássicos. A análise das teorias educacionais que fundamentam a aplicação da IA revela que, enquanto no Brasil há um embasamento mais consistente na Teoria Crítica da Tecnologia, no contexto latino-americano a base teórica é menos explícita, com ênfase em estratégias metodológicas. A identificação dos desafios e possibilidades que a IA apresenta para o trabalho pedagógico didático na EPT, tanto na Educação Básica quanto no Ensino Superior, apontou como principais possibilidades a personalização da aprendizagem e a otimização de tarefas docentes. Os limites severos envolvem questões éticas, aumento das desigualdades e carência formativa. Os professores percebem a IA como "ferramenta de apoio pedagógico", mas há preocupação com o uso inadequado sem mediação crítica. Como produtos desta pesquisa, foram publicados o artigo “EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA: ALGUMAS PERSPECTIVAS EPISTEMOLÓGICAS SOBRE TRABALHO DOCENTE E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL” e “O RECONHECIMENTO FACIAL COMO FERRAMENTA DE COLETA DE DADOS NAS ESCOLAS PÚBLICAS DE GOIÂNIA” na revista Potyrõ, e foram realizadas apresentações de trabalho em eventos científicos.
Como resultado, a pesquisa oferece uma visão da produção do conhecimento atual sobre a IA, a formação docente e suas relações com o trabalho didático-pedagógico na EPT, concluindo pela urgência de uma formação docente crítica que prepare os educadores para um uso ético e emancipatório da IA, contribuindo para futuras pesquisas nesta área.
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