PARQUE AMBIENTAL IPIRANGA DE ANÁPOLIS: ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE ASPECTOS ECOLÓGICOS, INFRAESTRUTURA E PRÁTICAS SOCIAIS
Palavras-chave:
Parque Ambiental Ipiranga, Parques Urbanos, Patrimônio Natural, Uso Sustentável, AnápolisResumo
O Parque Ambiental Ipiranga localiza-se no bairro Jundiaí em Anápolis e apresenta aproximadamente 45.346 m². Cortado pelo Córrego Ipiranga, o Parque foi inaugurado em 2010 como equipamento de requalificação urbana, configurar-se como cartão-postal da cidade. Parques ambientais urbanos são áreas de conservação do patrimônio natural nas cidades que favorecem a qualidade de vida da população, pois permitem a realização de atividades físicas ao ar livre e a socialização, beneficiando o clima urbano e a drenagem urbana, frente ao desmatamento e a impermeabilização do solo, contrapõem-se a intensificação do processo de urbanização e a priorização dos espaços privados como meios para socialização. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Lei n° 9.985/2000) prevê a elaboração de plano de manejo para ordenar o zoneamento e usos dessas áreas verdes urbanas para que se constituam como efetivas unidades de conservação e cumpram sua função socioecológica, aspectos que exigem investimento em conservação ecológica, instalação de infraestrutura adequada e promoção de práticas sociais condizentes ao uso sustentável. Essa pesquisa objetiva analisar a relação entre aspectos ecológicos, infraestrutura e práticas sociais no Parque Ipiranga a fim de avaliar o cumprimento de suas funções socioecológicas. A metodologia se constitui em pesquisa bibliográfica sobre parques ambientais urbanos e sobre o Parque Ipiranga; pesquisa documental quanto a legislação ambiental sobre parques ambientais urbanos; pesquisa de dados em órgãos públicos sobre o Parque; visita técnica para a identificação e registro dos aspectos ecológicos do parque, infraestrutura e usos sociais; discussão e análise dos dados. O Parque contém 27 equipamentos que compõem a infraestrutura mais as vias de circulação, sendo categorizados segundo funcionalidade específica: recreação, descanso, educação ambiental, prática de atividade física, via de circulação interna, ciclofaixas, comércio e infraestrutura suporte. Os usos sociais são: caminhada, corrida, ciclismo, descanso, contemplação, piqueniques, eventos culturais, práticas religiosas, comércio formal e informal, e recreação infantil. Quanto aos aspectos ecológicos, no Parque há dois lagos artificiais interligados e uma nascente; nos lagos há peixes e tartarugas que se destacam na fauna aquática. Nas áreas verdes predominam gramíneas, embora haja alguns arbustos e árvores distribuídas em algumas áreas, identifica se também diferentes espécies de pássaros. Observa-se assoreamento nos canais que interligam os lagos, eutrofização na nascente cuja mata ciliar foi retirada, tendo as margens estabilizadas por uma estrutura de concreto. Nota-se processos erosivos e solos expostos junto à algumas vias de circulação interna e ciclovias, ausência de sistema de irrigação para manutenção da cobertura vegetal, presença de fezes de cachorros em alguns pontos do Parque. Evidencia-se fragilidades relacionadas à degradação de equipamentos da infraestrutura, falta acessibilidade a pessoas com deficiência física, conflito de uso quanto às vias específicas de circulação de pedestres e ciclistas, perigos de ataque de cães abandonados. Não há sinalização que oriente ou identifique todos os equipamentos do parque, embora haja algumas placas em mau estado de conservação que identificam alguns espaços e trazem a nomenclatura de árvores e pássaros. Em síntese, o Parque Ipiranga configura-se como espaço multifuncional, demandando manutenção da infraestrutura, manejo ecológico adequado e melhor ordenamento dos usos sociais.
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