UMA ANÁLISE CONTEMPORÂNEA SOBRE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E SUA RELAÇÃO COM A CONSTRUÇÃO SOCIAL DE GÊNERO

Autores

  • César Augusto Viegas ifg@ifg.edu.br
  • Cláudia Helena dos Santos Araújo ifg@ifg.edu.br

Palavras-chave:

Transgênero, Boycetas, Discriminação, Inteligência Artificial, Sociologia

Resumo

A proposição de pesquisa através do PIBIC (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica), originalmente intitulada “Uma análise contemporânea sobre Inteligência Artificial e sua relação com a construção social de gênero”, acabou culminando no Trabalho de Conclusão de Curso da graduação em Ciências Sociais intitulado “Transmasculinidades e Inteligência Artificial Generativa: diálogos à luz das Ciências Sociais no Brasil”. Considerando as concepções teóricas sobre gênero (Butler, 2018) em diálogo com as tecnologias de Inteligência Artificial Generativa (IAGen) (Faustino; Lippold, 2023). O objetivo central consiste em analisar como as produções acadêmicas brasileiras têm abordado as interseccionalidades entre IAGen e identidades transgênero, com foco nas transmasculinidades no campo das Ciências Sociais. Assim sendo, a pergunta orientadora é: “Quais interseccionalidades entre Inteligência Artificial Generativa e identidades transgênero têm emergido nas pesquisas no cenário nacional, e como essas discussões dialogam com as teorizações sobre transmasculinidades?”. A metodologia adotada foi qualitativa (Flick, 2011), de caráter descritivo (Gil, 2002), por meio de revisão bibliográfica (Marconi; Lakatos, 2023) nas bases SciELO.org, Portal de Periódicos da CAPES e Google Acadêmico, com recorte temporal entre 2022 e 2024. Foram selecionados seis artigos, analisados integralmente quanto a objetivos, conceitos-chave, fundamentos teóricos e metodológicos. Os resultados evidenciam a incipiência de estudos nacionais que interseccionem IAGen e identidades transgênero, e a ausência quase total de trabalhos voltados especificamente às transmasculinidades. Levando a formação em licenciatura e considerando o campo educacional, essa reprodução de vieses é amplificada pela lacuna na formação de professores quanto ao uso pedagógico de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e IAs (Da Costa; Araujo; Costa, 2024). Ao aproximar essas questões dos estudos de gênero e da teoria queer, percebe-se que currículos podem produzir e reproduzir masculinidades, influenciando percepções e práticas pedagógicas (Silva, 2021). Ferramentas educacionais baseadas em IA generativa, se enviesadas, podem impactar negativamente estudantes, reforçando estereótipos, afetando aspirações e moldando percepções sociais de forma difícil de reverter (Zhou et al., 2024). Puderam ser comprovadas através de discussões relevantes sobre vieses algorítmicos, a sua nocividade para populações LGBTQIAPN+, dentro da literatura encontrada. Conclui-se que há necessidade de aprofundar a produção acadêmica sobre o tema, especialmente no que se refere às implicações éticas, sociais e discriminatórias da IAGen, colocando em foco as transmasculinidades no Brasil.

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Publicado

2026-02-13

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