LEVANTAMENTO DA INTOXICAÇÃO POR AGROTÓXICOS EM HUMANOS NO ESTADO DE GOIÁS
Palavras-chave:
Contaminação, Pesticidas, Defensivos, Agronegócio, Centro-OesteResumo
O crescimento do agronegócio em Goiás, sustentado pela expansão de monoculturas e pela mecanização agrícola, consolidou o estado como um dos principais produtores de grãos do Brasil, porém intensificou o uso de agrotóxicos, gerando preocupações quanto aos impactos sobre a saúde humana e o meio ambiente. Neste trabalho objetivou-se mapear e analisar os casos de intoxicação por agrotóxicos em humanos no estado de Goiás entre 2020 e 2025, investigando sua distribuição espacial, relação com as áreas de maior produtividade agrícola e volumes de embalagens de pesticidas devolvidas às centrais de recebimento. A pesquisa foi conduzida por meio de revisão bibliográfica, análise exploratória e estatística não paramétrica, utilizando dados oficiais do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan Net), Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (INPEV). As informações foram tratadas por mesorregião, permitindo correlação entre notificações, áreas cultivadas e logística reversa. Os resultados apontaram que o Centro Goiano apresentou o maior número de notificações(897),seguido do Sul Goiano (665), evidenciando que regiões com maior produção agrícola também concentram maior incidência de intoxicações. Observou-se recolhimento total de 24,3 milhões de quilos de embalagens entre 2020 e 2024, com destaque para Rio Verde, Luziânia e Morrinhos, que juntos superaram 14 milhões de quilos, confirmando o elevado consumo de agrotóxicos.
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