HISTÓRIAS, DESTAQUES E DESAFIOS: REPRESENTATIVIDADE DE MULHERES NA CIÊNCIA

Autores

  • Helena Heloíse Ferreira Rua ifg@ifg.edu.br
  • Aparecida Rodrigues de Souza ifg@ifg.edu.br
  • Rita Rodrigues Souza ifg@ifg.edu.br

Palavras-chave:

Representatividade de gênero, Áreas de Conhecimento, Desafios

Resumo

O Instituto Federal de Goiás é uma instituição reconhecida socialmente pelo trabalho de formação de profissionais em eixos científicos e tecnológicos diversificados. Esse reconhecimento também se estende pela atuação de respeito à ampliação da participação das minorias excluídas de modo a combater as desigualdades sociais. Assim, a pesquisa realizada vem ao encontro da missão institucional de uma educação emancipadora e de qualidade para todas as pessoas. A pesquisa consistiu no mapeamento de mulheres cientistas brasileiras para a percepção da representatividade feminina em diferentes áreas do conhecimento. A justificativa central para a realização dessa pesquisa configura-se na necessidade de se colocar em evidência o registro do papel que a mulher tem assumido na Ciência no Brasil. Pretendeuse, como objetivo geral, discutir diferentes trajetórias de mulheres no mundo da ciência. Como objetivos específicos, buscou-se mapear notícias de divulgação científica que retratam a mulher brasileira na ciência; analisar notícias de divulgação científica observando a representatividade de raça e áreas de conhecimento de atuação das mulheres cientistas; destacar aspectos da história de vida das mulheres cientistas; realizar estudo e análise bibliográfico sobre a atuação da mulher na ciência no Brasil. A pesquisa foi realizada por meio da leitura e análise de notícias publicadas na seção Mulheres Cientistas do Jornal da Ciência, publicação online, bem como a revisão de literatura sobre a presença da mulher no campo científico. Esse jornal é focado na divulgação de fatos científicos de autoria brasileira buscando dar visibilidade às produções acadêmicas nacionais. O recorte temporal para a coleta de dados foi de 2019 a 2023. Os dados foram analisados de modo quantitativo e qualitativo a partir de categorias (raça, área de conhecimento e destaques). Como resultados, verificou-se que embora tenha havido um movimento de destaques femininos na área científica brasileira, ainda permanecem desafios como machismo e racismo, principalmente, em áreas que possuem predominância masculina como nas Engenharias e nas Ciências Exatas. A pesquisa mostra tanto os avanços como também as barreiras que precisam ser superadas. Em relação à representatividade de mulheres negras na Ciência, há uma sub-representação de mulheres negras em relação às brancas. Emerge da análise dos dados que há muitas mulheres cientistas brasileiras realizando pesquisas inéditas e de ponta, mas sem reconhecimento e sem condições de se realizarem pessoal e profissionalmente. E, quando conseguem, é com muita concessão em relação à vida social. Os resultados desta pesquisa contribuem para subsidiar lutas, resistências, mudanças sociais e culturais a partir do momento que busca visibilizar o trabalho de pesquisadoras brasileiras e, a partir deles, sugerir ações que possam contribuir para que mais mulheres galguem os lugares de destaque na pesquisa. Com base nos desafios identificados (racismo estrutural e patriarcado), propõem-se as seguintes recomendações para instituições de ensino e pesquisa, formuladores de políticas públicas ou para Sociedade Brasileira de Pesquisa Científica (SBPC), visando combater essas desigualdades: a oferta de programas de mentoria, incentivo à participação feminina em áreas de baixa representatividade; estratégias de visibilidade como homenagens públicas; editais de publicação acadêmica; concessão de maior número bolsas de estudo para mulheres.

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Publicado

2026-02-13

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