Os gêneros Chamaecrista Moench. e Senna Mill. (Fabaceae, Caesalpinioideae) no Parque Estadual de Águas Lindas de Goiás: diversidade, endemismo e conservação
Palavras-chave:
Biodiversidade, Cerrado, Flora, Leguminosae, Taxonomia VegetalResumo
A tribo Cassieae Bronn, pertencente à subfamília Caesalpinioideae (Fabaceae), compreende sete gêneros, entre os quais Chamaecrista Moench. e Senna Mill. se destacam pela diversidade morfológica, importância ecológica, ornamental e medicinal. No Cerrado, essas espécies apresentam elevada diversidade e endemismo, mas encontram-se crescentemente ameaçadas pela degradação do bioma. O Parque Estadual de Águas Lindas de Goiás (PEAL), unidade de conservação criada recentemente, ainda não possui inventário florístico, o que motivou sua seleção como área de estudo. O objetivo da pesquisa foi realizar o levantamento das espécies de Chamaecrista e Senna no PEAL, com foco em diversidade, distribuição e estado de conservação. As coletas foram realizadas mensalmente entre dezembro de 2024 e junho de 2025. O material botânico coletado foi fotografado, herborizado, identificado com base em literatura especializada e será incorporado ao Herbário da Universidade Federal de Goiás (UFG). Foram registradas 14 espécies, sendo 13 do gênero Chamaecrista e uma do gênero Senna. As espécies de Chamaecrista identificadas foram: C. basifolia, C. campicola, C. conferta, C. desvauxii, C. flexuosa, C. kunthiana, C. nictitans, C. obtecta, C. parvistipula, C. cf. trichopoda, C. polita, C. rotundifolia e C. supplex. O gênero Senna foi representado apenas por S. rugosa. As espécies ocorreram em diferentes fitofisionomias: oito em cerrado denso, quatro em campo sujo, duas em campo limpo e três em cerrado rupestre. C. kunthiana apresentou maior amplitude ecológica, ocorrendo em quatro fitofisionomias, enquanto outras espécies exibiram distribuição restrita. Quanto ao estado de conservação (Lista Vermelha da Flora Brasileira), quatro espécies foram classificadas como Pouco Preocupante (LC), sete não avaliadas (NE) e duas consideradas Vulneráveis (VU): C. campicola e C. obtecta. Os resultados evidenciam a expressiva diversidade registrada no PEAL e reforçam a relevância da unidade de conservação para a preservação da flora do Cerrado. Além disso, os dados fornecem subsídios para ações de conservação, políticas públicas e práticas de educação ambiental, contribuindo também para a formação acadêmica dos discentes envolvidos.
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