Práticas linguísticas e a construção do repertório bilíngue dos estudantes dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do IFG
Palavras-chave:
Repertório linguístico, práticas linguísticas, recursos linguísticos, ideologias linguísticasResumo
Esta pesquisa busca compreender como os alunos dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio do IFG do Câmpus Goiânia Oeste constroem seus repertórios bilíngues. Os dados foram gerados em contexto de sala de aula onde foram aplicados questionários, realizadas entrevistas individuais e em grupos. Também foram feitos registros dos eventos de biletramento orais, escritos e multimodais com a finalidade de traçar o perfil sociolínguístico, a biografia linguística, verificação das práticas e das ideologias bilíngues bem como os recursos que os estudante se apoiam para construir seus repertórios. Os dados foram analisados a partir de uma concepção de língua entendia “como um conjunto emergente de recursos semióticos que reflete a trajetória de vida situadas em tempos e espaços específicos” (NASCIMENTO, 2020, p. 1). Os resultados apontam alto índice de bilinguismo entre os estudantes, especialmente pelos pares de línguas: português-inglês; português-espanhol, contudo outras línguas fazem parte do repertório dos estudantes: coreano, francês, mandarim entre outras línguas. A sala de aula é o espaço mais citado pelos 134 participantes como principal responsável pelo índice de bilinguismo entre os estudantes pesquisados, embora outros fatores também contribuam: interações bilíngues mediadas pelas mídas, há também o consumo de produtos culturais em outras línguas, particularmente aqueles de origem anglo americanos. Os estudantes entendem que o desenvolvimento do repertório bilíngue se dá pelo uso regular da língua_alvo, por isso gostariam que a escola oferecesse mais horas de atividades em língua estrangeira bem como experiências diferentes daquelas usualmente ocorridas no contexto de sala de aula e que contribuissem para o aprendizado deles tais como palestras, imersão e oficinas de línguas conforme demandas dos próprios alunos. As motivações para aprenderem uma língua estrangeira são várias: ouvir música, jogar, pontuar na prova de Enem, busca por informações, mas a maior razão alegada é sair do Brasil em busca de oportunidades de estudo e trabalho, isto é, para alcancar melhores condições sociais e econômicas, as quais acreditam que o Brasil não oferece aos estudantes da classe popular.
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