CONFIGURAÇÕES DOS REPERTÓRIOS BILÍNGUES DE ESTUDANTES DE CURSOS TÉCNICOS INTEGRADOS AO EM

Autores

  • João Victor Telles Moreira ifg@ifg.edu.br
  • Liberato Silva dos Santos ifg@ifg.edu.br
  • Mabel Pettersen Prudente mabel.prudente@ifg.edu.br

Palavras-chave:

Repertório bilíngue, Práticas linguísticas, Recursos linguísticos, Ideologias linguísticas

Resumo

Esta pesquisa é um desdobramento de pesquisa realizada em 2022-2023 que teve o objetivo de descrever, quantitativamente, o perfil sociolinguístico de 134 estudantes dos cursos técnicos integrados Câmpus Goiânia Oeste. Em razão dos resultados obtidos, buscou, neste segundo momento, compreender um pouco mais sobre as dimensões da configuração dos repertórios bilíngues destes(as) alunos(as) investigados anteriormente a partir de uma concepção de língua entendida “como um conjunto emergente de recursos semióticos que reflete a trajetórias de vida situadas em tempos e espaços específicos” (NASCIMENTO, 2020, p. 1). Desta forma, foram utilizados os dados gerados por meio de registros escritos (questionários) da primeira etapa da pesquisa, registros orais (entrevistas), registros visuais (fotografias) e notas de campo com a finalidade de analisar as práticas, os recursos e as ideologias linguísticas constitutivas do repertório bilíngue dos estudantes investigados. Os resultados apontaram que a língua inglesa faz parte do repertório linguístico da maioria dos participantes, um recurso linguístico construído especialmente nos espaços da sala de aula, no consumo de produtos culturais de língua inglesa (músicas, filmes) e na participação nas mídias sociais e nos jogos. As práticas que subjazem os usos que compõem os repertórios bilingues dos(as) participantes são marcadas por ideologias que oscilam tanto entre os ideais nacionalistas fundados da filosofia herderiana que vinculam a língua a um território e a uma cultura como também na valoração da língua inglesa como meio de acesso aos bens materiais e simbólicos do que ela representa na visão dos participantes. Ao desvelar um pouco deste universo linguístico dos(as) estudantes, espera-se que os resultados deste estudo contribuam com as discussões sobre as políticas linguísticas e as ações didático-pedagógicas do ensino de línguas no IFG em uma perspectiva situada social, cultural e linguisticamente inclusiva que englobe os processos tanto do ensino como da aprendizagem, pois, tendo “a linguagem a propriedade de não apenas descrever a realidade, mas também de transformá-la, ela tem, no reverso da ordem geopolítica, se apresentado como possibilidade concreta de luta e de mudança social”. (PINTO; PRUDENTE, 2023, p. 187).

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Publicado

2026-01-20

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