POLÍTICA DE COTAS RACIAIS NO IFG: UM ESTUDO SOBRE SUA EFETIVIDADE NO CURSO TÉCNICO INTEGRADO EM INSTRUMENTO MUSICAL DO CÂMPUS GOIÂNIA
Palavras-chave:
Políticas de Cotas, Ensino Integrado, Racismo EstruturalResumo
O presente estudo analisa a efetividade da política de cotas raciais no Curso Técnico Integrado em Instrumento Musical do IFG, Câmpus Goiânia, buscando compreender seu impacto na inclusão de estudantes pretos, pardos e indígenas (PPI). A justificativa da pesquisa reside na necessidade de avaliar se esta ação afirmativa está de fato contribuindo para a inserção de estudantes do recorte mencionado e no curso supracitado, algo fundamental para o enriquecimento da diversidade. Além disso, esse tipo de investigação contribui para a compreensão de alguns obstáculos enfrentados pelos estudantes PPI, como dificuldades no processo de seleção, acesso à documentação e recursos tecnológicos, que podem limitar sua permanência e sucesso acadêmico. No que se refere aos objetivos, a pesquisa buscou analisar dados quantitativos de rendimento, evasão e êxito dos estudantes do técnico em Instrumento Musical, no período de 2018 a 2024, dados estes obtidos junto ao Sistema de Registros Acadêmicos do Câmpus Goiânia (CORAE) e do Centro de Seleção do IFG. A metodologia envolveu a análise documental dos registros acadêmicos, complementada pela revisão bibliográfica de estudos sobre ações afirmativas, racismo estrutural e políticas de inclusão no Brasil. Os dados pesquisados foram sistematizados para identificar taxas de aprovação, evasão e desempenho dos cotistas comparados aos não cotistas, refletindo assim acerca dos desafios relacionados ao acesso. Os resultados apontam que a implementação da política de cotas contribuiu para uma maior diversidade cultural no curso, contudo, ainda há obstáculos relacionados à acessibilidade e permanência dos estudantes PPI, incluindo dificuldades na comprovação de requisitos e uso de plataformas digitais. Como resultados obtidos, a pesquisa concluiu que é preciso simplificar o processo de inscrição e oferecer mais suporte técnico aos estudantes. Por fim, cumpre destacar que, apesar de avanços, a efetividade da política de cotas depende de melhorias na infraestrutura institucional e de ações contínuas de acompanhamento, de modo a promover uma inclusão mais plena e equitativa.
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