Transição Energética: Análise de Políticas Públicas e Incentivos Governamentais

Autores

  • Larissa Rezende Assis Ribeiro ifg@ifg.edu.br
  • Marcelo Alves Rodrigues ifg@ifg.edu.br
  • Paula Sofia Costa Silva ifg@ifg.edu.br

Palavras-chave:

Transição energética, políticas públicas, incentivos governamentais, sustentabilidade

Resumo

O projeto teve como objetivo central analisar políticas públicas e incentivos governamentais que impulsionam a transição energética no Brasil, além de avaliar os marcos regulatórios que moldam esse processo. A justificativa decorre da relevância global da transição energética frente às mudanças climáticas, bem como da posição estratégica ocupada pelo Brasil, cuja matriz elétrica é majoritariamente renovável. A metodologia foi de caráter descritivo e explicativo, com abordagem mista, fundamentada em revisão bibliográfica e análise documental de relatórios oficiais, legislações e bases de dados de instituições nacionais e internacionais. Os resultados obtidos evidenciam que instrumentos regulatórios, como o PROINFA, os leilões de energia da ANEEL e o Marco Legal da Geração Distribuída, foram fundamentais para diversificar a matriz e reduzir riscos de investimento. Também se destaca o papel de programas sociais como Luz para Todos e Mais Luz para a Amazônia, que promovam a inclusão energética em comunidades remotas, além de políticas de financiamento e incentivos fiscais que fomentaram a indústria nacional e a inovação em tecnologias limpas. Os dados levantados indicam que, apesar dos avanços expressivos, ainda existem desafios estruturais e regulatórios a serem superados. A dependência significativa da hidroeletricidade impõe riscos de vulnerabilidade em cenários de estiagem prolongada. Além disso, a expansão da geração distribuída demanda atualização do marco tarifário e maior segurança jurídica para assegurar previsibilidade aos investidores. O montante projetado de investimentos – cerca de R$ 2 trilhões até 2033 e US$ 6 trilhões até 2050 – reforça a magnitude da transformação em curso e a necessidade de uma coordenação robusta entre governo, setor privado e sociedade civil. Outro ponto crucial refere-se à dimensão socioambiental da transição. Garantir justiça energética significa não apenas ampliar a participação das renováveis, mas também promover equidade regional, inclusão de populações tradicionais e fortalecimento do conceito de sustentabilidade como vetor de desenvolvimento. A adoção crescente de biocombustíveis avançados, a exploração do hidrogênio verde e a inserção da economia circular nos programas setoriais indicam caminhos consistentes rumo à neutralidade de carbono. Conclui-se, portanto, que a transição energética no Brasil está em curso de forma concreta, sustentada por uma base regulatória robusta e por incentivos governamentais consistentes. Todavia, sua consolidação dependerá da capacidade de alinhar investimentos maciços em infraestrutura com políticas públicas de longo prazo, equilibrando os aspectos ambientais, econômicos e sociais. Dessa forma, o país poderá não apenas cumprir seus compromissos internacionais de redução de emissões, mas também consolidar-se como liderança global em energia limpa, inclusiva e sustentável.

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Publicado

2026-02-13

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