ESTUDO, SÍNTESE E CARACTERIZAÇÃO DE BIOPLÁSTICO A PARTIR DA CASCA E DA BIOMASSA DO MARACUJÁ

Autores

  • Hillary Beatriz Silva Rodrigues ifg@ifg.edu.br
  • Débora Rodrigues de Faria Piancó ifg@ifg.edu.br
  • Ana Luiza Santos Souza ifg@ifg.edu.br
  • Leonardo François de Oliveira ifg@ifg.edu.br

Palavras-chave:

Biofilmes, pectina, maracujá

Resumo

O trabalho teve como objetivo extrair pectina a partir da casca de maracujá (via farinha produzida em laboratório e farinha comercial adquirida localmente), comparar seu desempenho com pectina cítrica P.A. e sintetizar filmes, caracterizando-os quanto à espessura, comportamento frente à umidade, solubilidade em meios ácido, neutro e alcalino e estrutura via difração de raios X. Na metodologia, as cascas provenientes do comércio foram lavadas, secas (105 °C/24 h), trituradas e peneiradas na faixa de 250 μm; para a extração da pectina, empregou-se ácido cítrico (pH 2–3; 100 g de farinha/1 L), aquecimento em banho-maria até 90 °C por 90 min, resfriamento sob agitação, precipitação com etanol (3 L), filtração a vácuo e secagem; o grau de esterificação (GE) foi determinado por titulação ácido-base com NaOH e HCl; os biofilmes foram preparados com 0,6 g de pectina (farinha industrial, comercial e extraída em laboratório) em 50 ou 100 mL de água, acrescidos de 1 mL de glicerol, aquecidos sob agitação por 2 h e secos em capela (24 h), sendo então avaliados a espessura (cinco leituras/amostra), perda de umidade (105 °C/24 h), solubilidade em HCl, H2O e NaOH (0,1 M; 24 h) e difração de raios X (5–30° 2θ, 30 kV, 15 mA). Nos resultados, a pectina extraída da casca apresentou rendimento de 20%, superando a da farinha comercial (~10%), sugerindo pureza inferior desta última; o GE médio foi de 50,68%, classificando a pectina como de alta metoxilação no limite (HMP), com implicações para condições de gelificação. Os filmes mostraram formação adequada e espessuras coerentes com a formulação (por exemplo, para 100 mL: 0,172 mm com pectina de laboratório, 0,132 mm com a comercial e 0,177 mm com P.A.; para 50 mL: 0,1437; 0,200; 0,168 mm, respectivamente), enquanto os ensaios de umidade indicaram comportamento próximo entre a pectina de laboratório e a P.A. e desvios para a farinha comercial, consistentes com possíveis contaminantes.

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Publicado

2026-02-13

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