TECNOLOGIA E DESIGUALDADE SOCIAL NA EDUCAÇÃO
um olhar crítico sobre a inclusão digital
DOI:
10.59616/conehd.v1i11.2765Palavras-chave:
Educação, Tecnologia, Sociedade, Inclusão DigitalResumo
Este artigo propõe uma análise crítica sobre a inclusão digital no contexto educacional brasileiro, com ênfase nas desigualdades sociais que atravessam o acesso e a apropriação das tecnologias. Embora o discurso da inovação tecnológica esteja frequentemente associado à democratização do conhecimento, observa-se que a simples disponibilização de recursos digitais não garante uma inserção equitativa no processo educacional. Ao contrário, muitas vezes a chamada “inclusão digital” mascara novas formas de exclusão, sustentadas por desigualdades estruturais de classe, raça, território e acesso a políticas públicas integradas. O artigo, por meio de uma revisão crítica da literatura e com o suporte teórico de pensadores como Manuel Castells, Paulo Freire, Pierre Lévy e Jan van Dijk, analisa os diferentes níveis da exclusão digital e sugere uma perspectiva que una tecnologia, justiça social e educação crítica. O objetivo é defender que a inclusão digital, para além de técnica, deve ser compreendida como um direito social, estruturado por políticas intersetoriais e processos pedagógicos emancipatórios.
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