“NADA ESPECÍFICO”

BUSCA DE RELAÇÕES LÍQUIDAS EM APLICATIVOS DE ENCONTROS

Autores

DOI:

10.59616/conehd.v1i10.2082

Palavras-chave:

Netnografia, Amor líquido, Aplicativos de encontros, Relações líquidas, Sociedade do consumo

Resumo

Este estudo analisa as motivações afetivas em aplicativos de namoro, com foco no Happn. A pesquisa utilizou abordagem netnográfica, com observação de 400 perfis públicos, sem interação com os participantes, selecionados aleatoriamente e distribuídos entre diferentes grupos. Os dados foram organizados a partir da contagem das escolhas dos indivíduos nas opções de intenção de relacionamento disponibilizadas pelo aplicativo, com análise por variáveis sociodemográficas. A maior parte da amostra opta pela categoria “Nada em específico”. Os achados indicam tendência à indefinição como estratégia de evitação da frustração e adaptação às dinâmicas de consumo afetivo, evidenciando a lógica das relações líquidas (Bauman, 2004).

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Paula Chiarelli Borges, UFTM

Bacharel em Psicologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com experiência em ensino, pesquisa e extensão. Atualmente é mestranda em Educação pela Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). Possui pós-graduação em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e no Modelo Denver de Intervenção Precoce para crianças com Transtorno do Espectro Autista. Realiza pós-graduação em Neuropsicologia e em Investigação Criminal e Neuropsicologia Forense (ambas em andamento).Durante a graduação, foi bolsista do Programa de Educação Tutorial Diversidade e Tolerância (PET-DT) e colaboradora do PET GAPE (Grupo de Ação e Pesquisa em Educação Popular), atuando em atividades de ensino, pesquisa e extensão. Desenvolveu pesquisas no NEPSI (Núcleo de Saúde Mental, Cognição e Comportamento), onde atuou como bolsista de Iniciação Científica em dois projetos voltados à investigação das implicações psicossociais da pandemia de Covid-19.Participou também de atividades de pesquisa no Laboratório de Análise do Comportamento da UFPel e integrou o estudo CuidaCovid, vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da UFPel. Possui experiência em pesquisas nas áreas de Psicologia Social, netnografia e saúde mental, além de atuação em projetos de extensão voltados à educação popular, inclusão social e popularização da ciência, como o projeto Descobrindo a Ciência na Escola.Atua principalmente nas áreas de pesquisa em Psicologia, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e transtornos do neurodesenvolvimento.

Laís Vargas Ramm, Universidade Federal do Rio Grande

Atualmente é psicóloga escolar da Furg/Campus Santa Vitória do Palmar. É doutora em Informática na Educação pela UFRGS. Possui mestrado em Psicologia Social e Institucional pela UFRGS (2018) e graduação em Psicologia pela UFPel (2016). Tem interesse em temáticas como ética, educação, consumo, educação ambiental, economia solidária, autogestão, tecnologias e modos de subjetivação. Foi professora substituta do curso de Psicologia da UFPel (2019-2021) e 2023.

Referências

ACSELRAD, M.; BARBOSA, R. R. L. O amor nos tempos do Tinder: uma análise dos relacionamentos amorosos na contemporaneidade a partir da compreensão de adultos e jovens adultos. Estudos e Pesquisas em Psicologia, v. 17, n. 1, p. 161–180, 2018. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/epp/v17n1/v17n1a09.pdf. Acesso em: 27 ago. 2024.

BAUDRILLARD, Jean. A sociedade de consumo. Lisboa: Edições 70, 1995.

BAUMAN, Zygmunt. Amor líquido: sobre a fragilidade dos laços humanos. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

BAUMAN, Zygmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar, 2008. Acesso em: 19 jun. 2025.

BAUMAN, Zygmunt. A ética é possível num mundo de consumidores? São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

BORIS, Georges Daniel Janja Bloc; DE HOLANDA CESÍDIO, Mirella. Mulher, corpo e subjetividade: uma análise desde o patriarcado à contemporaneidade. Revista mal-estar e subjetividade, v. 7, n. 2, p. 451-478, 2007.

BOURDIEU, P. A distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp/Porto Alegre: Zouk, 2007. Disponível em: https://pepsic.bvsalud.org/pdf/malestar/v7n2/v7n2a08.pdf. Acesso em: 27 ago. 2024.

DAVID, Gaby; CAMBRE, Carolina. Screened intimacies: Tinder and the swipe logic. Social media + society, v. 2, n. 2, p. 2056305116641976, 2016.

DEGENNE, A.; FORSÉ, M. Introduzindo redes sociais. Londres: Sage, 1999. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/2056305116641976. Acesso em: 27 ago. 2024.

GIDDENS, Anthony. A transformação da intimidade: sexualidade, amor e erotismo nas sociedades modernas. São Paulo: UNESP, 1993. Acesso em: 19 jun. 2025.

FREIRE, A. Os afetos e o capitalismo. Revista Intratextos, n. 1, p. 304–311, 2012. Acesso em: 27 ago. 2024.

HAN, Byung-Chul. Sociedade do cansaço. Petrópolis: Vozes, 2017. Acesso em: 19 jun. 2025.

HAPPN. Manual do Usuário. Disponível em: https://www.happn.com. Acesso em: 19 jun. 2025.

KOZINETS, Robert V. Netnography: Doing Ethnographic Research Online. Sage Publications, 2002. Acesso em: 19 jun. 2025.

KOZINETS, Robert V. Netnography: Revisited - The Description, Definition, and Framework for the Future. Sage Publications, 2014. Acesso em: 19 jun. 2025.

LIPOVETSKY, Gilles. A era do vazio: ensaios sobre o individualismo contemporâneo. Lisboa: Edições 70, 2004. Disponível em: https://artciencia.com/article/view/11098?utm_source=chatgpt.com. Acesso em: 19 jun. 2025.

MCGRATH, Felim. What to know about Tinder in 5 charts. GlobalWebIndex, v. 2, p. 2015, 2015.

MOURA, Carolina Silva de; CORTÊS, Letícia Segurado. O amor líquido na era do Tinder: uma análise da campanha publicitária do ministério da saúde sob a ótica baumaniana. In: Anais do XXXVIII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. Rio de Janeiro, 2015. Disponível em: https://portalintercom.org.br/anais/nacional2015/resumos/R9-0428-1.pdf. Acesso em: 27 ago. 2024.

PINHEIRO, L. J. C.; JC, O. O patriarcado presente na contemporaneidade: contextos de violência. Fazendo Gênero, v. 8, 2008. Disponível em: http://www.fazendogenero.ufsc.br/8/sts/ST31/Oliveira-Lucimar-Juliana-Costa-31.pdf. Acesso em: 27 ago. 2024.

RANZINI, Giulia; LUTZ, Christoph. Love at first swipe? Explaining Tinder self-presentation and motives. Mobile Media & Communication, v. 5, n. 1, p. 80-101, 2016. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/2050157916668390. Acesso em: 27 ago. 2024.

SILVA, Pedro Henrique Marçal. O amor como mercadoria: uma pesquisa socioantropológica em torno do aplicativo de relacionamento Tinder. 2023.

SILVA, Maria Beatriz Oliveira da. “Prêt jeter” obsolescência programada e teoria do decrescimento frente ao direito ao desenvolvimento e ao consumo. Disponível em: http://www.publicadireito.com.br/artigos/?cod=f50a6c02a3fc5a3a. Acesso em 19 jun, 2025.

SODRÉ, M. Eticidade, campo comunicacional e midiatização. In: MORAES, D. (Org.). Sociedade midiatizada. Rio de Janeiro: Mauad, 2006. Disponível em: https://repositorio.ufu.br/handle/123456789/37358. Acesso em: 27 ago. 2024.

SUMTER, Sindy R.; VANDENBOSCH, Laura; LIGTENBERG, Loes. Love me Tinder: Untangling emerging adults’ motivations for using the dating application Tinder. Telematics and Informatics, v. 34, n. 1, p. 67-78, 2017. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0736585316302018. Acesso em: 27 ago. 2024.

TAGIAROLI, G. Brasil tem 10 milhões de usuários do Tinder; criador explica sucesso do app. UOL. 2014. Disponível em: https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2014/04/23/brasil-tem-10-milhoes-de-usuarios-do-tinder-criador-explica-sucesso-do-app.htm. Acesso em: 1 jul. 2024.

WASSERMAN, S.; FAUST, K. Análise de redes sociais: métodos e aplicações. Cambridge: Universidade de Cambridge, 1994.

Downloads

Publicado

2026-04-22

Métricas


Visualizações do artigo: 44     pdf downloads: 9

Como Citar

BORGES, Ana Paula Chiarelli; RAMM, Laís Vargas. “NADA ESPECÍFICO”: BUSCA DE RELAÇÕES LÍQUIDAS EM APLICATIVOS DE ENCONTROS. Convergências: estudos em Humanidades Digitais, [S. l.], v. 1, n. 10, p. 1–15, 2026. DOI: 10.59616/conehd.v1i10.2082. Disponível em: https://periodicos.ifg.edu.br/cehd/article/view/2082. Acesso em: 25 abr. 2026.

Edição

Seção

Artigos

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.