O ARMÁRIO COMO LOCUS DE PASSAGEM E A PERFORMATIVIDADE DIGITAL DA MASCULINIDADE
DOI:
10.59616/conehd.v1i11.3410Palavras-chave:
Identidade de Gênero, Perfomatividade, Teoria QueerResumo
Este artigo analisa o armário LGBTI+ como um dispositivo biopolítico de regulação e transitoriedade, contrapondo a noção de permanência ao conceito de "lugar de passagem" . A questão norteadora investiga como a encenação de masculinidades hipernormativas, especialmente no ciberespaço, evidencia a insustentabilidade do sigilo como morada definitiva . Sob uma metodologia bibliográfica exploratória embasada na Teoria Queer e na Epistemologia do Armário, discute-se a exaustão performativa imposta pela matriz heteronormativa . Os resultados indicam que o armário opera como uma gestão provisória da dor e do estigma . Conclui-se que a "passagem" constitui um ato político de subversão que desnaturaliza o binarismo e recupera a ética da autodeterminação.
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