Fitoquímica e bioatividade de Acanthospermum australe (Loefl.) Kuntze (carrapichinho): uma revisão sistemática

Autores

DOI:

10.56762/tecnia.v11i2.2288

Palavras-chave:

Asteraceae, Compostos bioativos, Uso tradicional.

Resumo

Acanthospermum australe (Loefl.) Kuntze, conhecida popularmente no Brasil como “carrapichinho”, é uma espécie da família Asteraceae amplamente distribuída na América tropical. Suas folhas e caules são utilizados na medicina popular para o tratamento de uma variedade de doenças, incluindo dispepsia, diarreia, doenças de pele, vermes parasitas e malária. Este estudo teve como objetivo revisar sistematicamente a literatura sobre o perfil fitoquímico e as bioatividades de Acanthospermum australe. Para isso, foram pesquisadas cinco bases de dados eletrônicas (Web of Science, ScienceDirect, PubMed, Scielo e LILACS), incluindo estudos publicados até dezembro de 2024, sem restrição quanto ao ano inicial de publicação. De um total de 124 estudos encontrados na triagem inicial, 24 foram considerados elegíveis para esta revisão sistemática. Do ponto de vista fitoquímico, foram isoladas e identificadas 46 substâncias das partes aéreas da espécie, distribuídas majoritariamente entre as classes das lactonas terpênicas e dos compostos fenólicos. Adicionalmente, foram descritos nesta revisão os trabalhos envolvendo a composição química de óleos essenciais obtidos das folhas, do caule e das raízes de A. australe. Os resultados das atividades biológicas avaliadas indicam propriedades antimicrobiana, antiviral, antiprotozoária, antioxidante, antiulcerogênica, antineoplásica e inibitória enzimática, além de inseticida e acaricida.  

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Biografia do Autor

Alessandra dos Santos Silva, Universidade Estadual de Goiás (UEG)

Graduada em Licenciatura em Química e Técnica em Química pelo Instituto Federal de Goiás (IFG). Mestranda no Programa RENAC (Recursos Naturais do Cerrado) da Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Lis Raquel Silva do Nascimento, Universidade Estadual de Goiás (UEG)

Doutoranda em Química pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), atuando no Laboratório de Pesquisa em Bioprodutos e Síntese com foco em Cannabis medicinal. Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Farmacologia e Fisiologia) e Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Possui experiência nas áreas de Biologia Molecular, Bioquímica, Genética Humana, COVID-19 e Produtos Naturais do Cerrado. No âmbito da extensão e liderança, foi fundadora e coordenadora do Projeto de Extensão LABEC (EVZ/UFG), responsável pelo Eixo de Animais Selvagens (2017-2018), além de ter presidido a Empresa Júnior Trófica Consultoria Ambiental e sido bolsista do Programa de Educação Tutorial (PET Bio) em 2019.

Lilian Tatiane Ferreira de Melo Camargo, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG)

Possui graduação em Química Licenciatura pela Universidade Estadual de Goiás (2004), mestrado em Ciências Moleculares pela Universidade Estadual de Goiás (2008) e doutorado em Química pela Universidade Estadual de Goiás (2021). Atualmente é professora de Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás. Tem experiência na área de Química Teórica, com ênfase em Dinâmica Molecular ab initio.

Andreia Pereira Matos, Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)

Possui graduação em Química pela Universidade Federal de São Carlos (1999), mestrado em Química pela Universidade Federal de São Carlos (2001), doutorado em Química pela Universidade Federal de São Carlos (2006), pós-doutorado também pela Universidade Federal de São Carlos (2009). Atualmente é Professora Associada 1 na Universidade Federal de São Carlos campus Lagoa do Sino. Tem experiência na área de Química, com ênfase em Química dos Produtos Naturais, atuando principalmente nos seguintes temas: Meliaceae, Spodoptera frugiperda, cromatografia e inseticidas botânicos.

Gracielle Oliveira Sabbag Cunha, Instituto Federal de Educação

É licenciada em Química pela Universidade Estadual de Goiás (2007), mestre em Ciências Moleculares pela mesma instituição (2010) e doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Química em Associação entre a Universidade Federal da Grande Dourados, Universidade Federal de Catalão e Universidade Estadual de Goiás (2021). É professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás-Campus Anápolis desde 2010. Atua principalmente na área de estudo fitoquímico e avaliação de atividades biológicas de espécies vegetais do cerrado. 

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Publicado

14.10.2026

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Como Citar

DOS SANTOS SILVA, Alessandra; SILVA DO NASCIMENTO, Lis Raquel; FERREIRA DE MELO CAMARGO, Lilian Tatiane; PEREIRA MATOS, Andreia; OLIVEIRA SABBAG CUNHA, Gracielle. Fitoquímica e bioatividade de Acanthospermum australe (Loefl.) Kuntze (carrapichinho): uma revisão sistemática . Tecnia – Revista de Educação, Ciência e Tecnologia do IFG, Goiânia, v. 11, n. 2, p. e110213, 2026. DOI: 10.56762/tecnia.v11i2.2288. Disponível em: https://periodicos.ifg.edu.br/tecnia/article/view/2288. Acesso em: 15 out. 2026.

Edição

Seção

Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde

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