BOLSONARISMO CLÁSSICO E NEO-BOLSONARISMO NAS ELEIÇÕES DE 2024

UMA ANÁLISE DISCURSIVA DAS PRÁTICAS DIGITAIS NO INSTAGRAM

Autores

DOI:

10.59616/conehd.v1i10.2274

Palavras-chave:

Bolsonarismo, Discurso, Instagram, Ciberespaço, Política

Resumo

O artigo analisa práticas digitais bolsonaristas nas eleições municipais brasileiras de 2024, explorando interações sociais, discursos ideológicos e impactos políticos na plataforma Instagram. Utilizando métodos de análise do discurso e conteúdo, investigamos cinco perfis oficiais de candidatos politicamente alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, representando todas as regiões do país. Os resultados destacam uma divisão entre o bolsonarismo clássico, marcado por discursos polarizados, ataques a opositores e práticas simbólicas como motocarreatas, e o neo-bolsonarismo, que adotou um discurso mais moderado, visando ampliar suas bases eleitorais. A pesquisa evidencia como o ciberespaço se consolidou para a difusão de discursos políticos populistas, influenciando significativamente as estratégias eleitorais e os comportamentos políticos contemporâneos.

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Biografia do Autor

Breno Rodrigo de Oliveira Alencar, Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Pará

Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), Campus Belém, e Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia (PPGCOM/UFPA). Atualmente realiza estágio pós-doutoral no Programa de Posdoctorado de la Facultad de Filosofía y Letras da Universidad de Buenos Aires (UBA). Doutor em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Pará (2019), instituição na qual também concluiu o Mestrado em Ciências Sociais, com ênfase em Antropologia (2011), e a Graduação em Ciências Sociais (2008). Atua na interface entre Antropologia, Educação e Tecnologias Digitais, com ênfase em estudos sobre cibercultura, parentesco, poder e mediações sociotécnicas. É coordenador do Núcleo de Pesquisa em Educação e Cibercultura (NUPEC), líder do Grupo de Pesquisa em Antropologia na Educação Básica e foi líder do Grupo Interdisciplinar de Estudo e Pesquisa em Cultura, Educação e Política (GICEP/IFPA), no biênio 2024-2026. Integra o Grupo Transdisciplinar de Pesquisa sobre Corpo, Saúde e Emoções (CORPOSTRANS/UFPI), compõe o Conselho Editorial da Editora do IFPA, na área de Ciências Humanas, e atuou como vice-presidente da Comissão Permanente de Pessoal Docente (CPPD), gestão 2025-2027. Coordena os projetos de pesquisa Cultura Digital e Inteligência Artificial na Educação Profissional e Tecnológica, apoiado pelo IFPA e financiado pelo CNPq; Mediación cultural y tecnológica: una aproximación antropológica comparada del uso de inteligencia artificial en contextos escolares periféricos del Sur Global, vinculado ao Programa de Posdoctorado de la Facultad de Filosofía y Letras da Universidad de Buenos Aires; e Tecnosocialidades Amazônicas: rituais de sociabilidade, mídia e poder na era das plataformas sociodigitais, vinculado ao PPGCOM. Coordena, ainda, o projeto de extensão Laboratório de Tradução do NUPEC (LABTEC), voltado à difusão científica e à formação em humanidades digitais na Amazônia. Anteriormente, coordenou projetos de pesquisa com financiamento do CNPq e da FAPESPA voltados à mediação digital do conhecimento e às dinâmicas socioculturais no ambiente virtual. Exerceu funções de gestão acadêmica e institucional como Diretor-Geral Pró-Tempore do IFPA/Campus Belém (2015), Chefe da Seção de Ciências Humanas (2019), Assessor da Direção-Geral (2014-2015), Presidente do Comitê Científico Local (2022-2024) e Representante Docente no Conselho Superior do IFPA (2021-2023). Também atuou como etnógrafo no Museu Paraense Emílio Goeldi (2011-2014) e foi professor da rede estadual de ensino e da Escola Bosque Prof. Eidorfe Moreira, onde desenvolveu atividades em Educação Ambiental. Organizou obras como Etnografia dos Afetos, publicação binacional com pesquisadores do Brasil, México e Finlândia, e a coletânea Antropologia na Educação Básica (2023-2024), em parceria com o Instituto Federal da Paraíba e o Colégio Pedro II. É sócio efetivo da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), da Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (ABECS) e da Teaching Anthropology Network. Suas áreas de pesquisa incluem antropologia social e digital, sociologia das mídias, história das tecnologias, teoria dos rituais, teoria do parentesco, educação e cultura digital.

Wesley Ribeiro Cantão Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará

Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Comuincação, Cultura e Amazônia (PPGCOM-UFPA). Graduado em Licenciatura em Geografia pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Pesquisador no Observatório das Baixadas (Instagram: @observatoriodasbaixadas) e no Núcleo de Pesquisa em Educação e Cibercultura (NUPEC-IFPA). Ao longo da graduação, foi duas vezes Bolsista PIBIC (CNPq) no Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), no qual atuou na Reserva Técnica de Arqueologia Mário Ferreira Simões, trabalhando no processo de curadoria de fragmentos arqueológicos Kuikuro, oriundos do Alto Xingu. Também no MPGE, é colaborador do projeto Vozes da Amazônia indígena: processos históricos da sociobiodiversidade frente aos desafios do Antropoceno. Foi bolsista PIBIC voluntário entre 2022 e 2023 no projeto de pesquisa ''O ritual e a cultura do cancelamento no Brasil: estudo qualitativo a partir de práticas discursivas na imprensa e na rede social Twitter entre 2018 e 2021''. Foi bolsista de extensão (PIBIX-2024), no projeto ''Ciclo de Oficinas formativas no âmbito do Projeto Jornal Digital: Jornalismo e Comunicação como ferramenta educacional no IFPA, Campus Belém''. De 2023 a 2025, desenvolveu o projeto de pesquisa intitulado ''Ciberespaço e populismo digital: o nascimento e o crescimento do bolsonarismo nas redes sociais entre 2013 e 2022'', o qual virou Trabalho de Conclusão de Curso e foi aprovado com louvor da banca (IFPA-2025). Ocupou a vaga de cronista/articulista no projeto de extensão ''Contando Várias Histórias: Jornal Digital (JD)'', vinculado ao mesmo núcleo. No âmbito da docência, foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid) de 2022 a 2024. Em relação a pesquisa, seus interesses estão voltados para Geografia Política e Eleitoral, Geografia da Internet e do Ciberespaço, Política brasileira contemporânea e Comunicação e Política.

Maria Scarlatt Serra Duarte, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará

Graduada em Licenciatura em Geografia pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Foi bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) e estagiária no Instituto Tecnológico Vale (ITV), com atuação na área de Geotecnologias. Integra o Grupo de Pesquisa Saberes Geográficos. 

Referências

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Publicado

2026-05-01

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Como Citar

ALENCAR, Breno Rodrigo de Oliveira; SILVA, Wesley Ribeiro Cantão; DUARTE, Maria Scarlatt Serra. BOLSONARISMO CLÁSSICO E NEO-BOLSONARISMO NAS ELEIÇÕES DE 2024: UMA ANÁLISE DISCURSIVA DAS PRÁTICAS DIGITAIS NO INSTAGRAM. Convergências: estudos em Humanidades Digitais, [S. l.], v. 1, n. 10, p. 296–325, 2026. DOI: 10.59616/conehd.v1i10.2274. Disponível em: https://periodicos.ifg.edu.br/cehd/article/view/2274. Acesso em: 2 maio. 2026.

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