Desafiando o cérebro: funções executivas e as novas formas de pensar e aprender
DOI:
10.56762/tecnia.v11i1.2395Palavras-chave:
funções executivas , aprendizagem, jogos, tecnologiasResumo
Este estudo explora a intersecção entre o desenvolvimento das funções executivas (FEs) em crianças e adolescentes e o uso de jogos como estratégia pedagógica, reconhecendo a importância das FEs para o sucesso acadêmico e social. Diante da popularidade dos jogos e da evidência de que déficits nessas habilidades afetam a aprendizagem, o objetivo é analisar como os jogos podem contribuir para o desenvolvimento das FEs no ambiente escolar, investigando a relação entre FEs e aprendizagem e avaliando a utilização pedagógica de jogos tanto eletrônicos quanto analógicos. A relevância desse estudo reside em compreender como ferramentas lúdicas e motivadoras podem ser integradas ao currículo para aprimorar habilidades cognitivas e superar dificuldades de aprendizagem. A metodologia empregada foi uma revisão bibliográfica narrativa de estudos teóricos e empíricos sobre funções executivas, aprendizagem e gamificação na educação, buscando identificar contribuições e lacunas no conhecimento atual. Os resultados indicam que o uso estratégico de jogos promove significativamente o desenvolvimento das FEs, com jogos de planejamento e estratégia aprimorando criatividade, resolução de problemas, memória de trabalho e controle inibitório. No entanto, a eficácia pedagógica não é automática; exige a mediação ativa do professor, alinhada à perspectiva freiriana de autonomia e pensamento crítico. Por fim, conclui-se que os jogos são instrumentos de transformação educacional com imenso potencial para desenvolver cidadãos críticos e engajados, desde que explorados com intencionalidade pedagógica e suportados por uma infraestrutura adequada, com formação docente contínua.
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